Razão e emoção numa mistura paradoxal
Preciso dar um tempinho daqui, ok? Não tenho muito o que falar nesse momento sem me expor demasiadamente. Tenho preferido o antimonotonia, lá falo sem falar e sem grandes consequências. Volto aqui assim que o temporal passar.
Eu sei que o legal da vida é bancar ser aquilo que tu é. Mesmo que isso signifique total falta de definição e constância. E acho digno que seja assim, mas não é fácil. Toda essa autenticidade tem um preço. Ela esbarra em várias questões como a aceitação, ou melhor, o medo de não ser aceito. Também rola a parada da moral e dos bons costumes, em outras palavras o “politicamente correto”. A verdade é que se torna bem difícil ser você mesmo, sem repressão. E também não acredito que alguém consiga ser tão autêntico assim o tempo todo, entra a questão de Freud com o ID, EGO e SUPEREGO ou ALTEREGO. Há desejos reprimidos que sempre serão reprimidos e isso faz de você um não-psicopata. Então, há limite sim em ser autêntico.
Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado de alma e sim um signo do zodíaco. Virei outro.
MEMÓRIAS DE MINHAS PUTAS TRISTES
Gabriel García Márquez, página 74.
Hoje é meu b-day, amigues! 27 anos…
Mas eu quero falar de outra coisa, de paixão. Tava pensando sobre isso e não concordo com a maioria dos homosapiens que a paixão seja uma coisa assim tão involuntária. Como se fosse algo com vida própria que te toma, quase como uma possessão. Não é esse o conceito da maioria? Bom, sendo assim discordo da maioria. Acho que você escolhe, você se deixa envolver, você se deixa ser tomado de supetão. Caso você não queira, você não se apaixona. Simples assim. É muito fácil tu querer se ferrar numa paixão que sabe que não tem potencial pra virar amor saudável e depois falar: me apaixonei, não tive culpa!
Desculpe os 2673 “você” que tem nesse post, foi necessário.
Às vezes a pessoa tá rindo com você e parece super feliz e bem resolvida, e você pensa que ela é que é realmente feliz, mas ninguém vive cem por cento bem. E talvez você não esbanje tanta alegria assim e vive com os pés no chão próprios de quem sabe que tá no mundo real e que a vida é sinistra, e acha essa alegria todo muito idiota e até ignorante. Por que no fundo essa pessoa que ri all the time e vive saltitando de alegria e bom humor, não demonstra, mas tá tão fudida quanto você ou pior. Talvez o que a sociedade tem como conceito de felicidade seja sinônimo de ignorância e oposto de sabedoria e equilíbrio.
Tô ficando espertinha, galere. Antes eu acreditava em todo mundo, até ficava tentando analisar as pessoas, mas a minha leitura era sempre pela perspectiva de que todo mundo é bom. Mas agora acho que consegui chegar a um ponto bom e me sinto capaz de me proteger, tendo uma visão menos romântica das pessoas. Essa semana uma pessoa chegou em mim com um papo muito estranho, inesperado e eu fiquei meio pasma, sem entender o porquê daquilo. Pensei, pensei, analisei e BOOM: saquei tudo. Percebi que por trás daquela conversa despretenciosa tinham muitas intenções rolando. As pessoas arquitetam as coisas e se tu não tentar ser sagaz e se adiantar, já era, entra de gaiato no navio.
Mudando de assunto, tô perdendo tesão nesse #bbb. Acho que tomou um rumo muito desagradável. As bee’s que tanto gostei no início me decepcionaram total. Dicésar é aquela beecha venenosa, duas caras: o tipo de pessoa que tenho PA-VOR. Sérginho é total sem personalidade (um paradoxo, já que é uma pessoa fora do comum) e muito infantil. É até aceitável, levando em consideração a idade. Lena acabou de sair e só ficou boçal lá dentro, tirando o Dourado. Paumolescência total, broxei.
Aliás, post pós-bbb da Lena, super recomendo.
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