February 6, 2013
Eu me chamo Antônio
Acho bastante interessantes essas novas formas de expressão que a internet possibilitou. Apesar de ter uma quantidade infindável de baboseira viralizando na web, de vez em quando aparecem coisas que prendem minha atenção.
Assim foi com a fanpage Eu me chamo Antônio. Fiquei tão encantada com a sensibilidade e a inteligência dos trocadilhos, além da caligrafia no guardanapo com colagens e composições bastante originais, que acesso quase todos os dias pra ver as novidades desse poeta moderno (e se eu não tivesse consideração com a timeline dos amigos iria compartilhar 70% do conteúdo). Antônio mistura conceitos, clichês, embaralha a cuca, estimula o pensamento ‘fora da caixa’ e provoca um desconforto positivo.
O site Pastilhas Coloridas fez uma super entrevista com o Antônio, e ele contou um pouco da origem e motivações da sua arte.
December 12, 2012
Eu tinha um plano…
Bastante difícil lidar com sentimentos. Fazia bastante tempo que eu só lidava com frustração e apatia, e esses dois só trazem amargura e tristeza. É duro, mas simples de lidar. Você se condiciona até o momento que decide se posicionar.
Coisa difícil é segurar o coração. É não aceitar menos do que se precisa e/ou merece. Entender que o ‘deixar rolar’ esconde muita coisa dentro das mangas. Quem consegue deixar rolar? Até quando se deixa rolar? Depois do salto, qual é o momento de abrir o paraquedas?
Queria um diazinho na minha cama, com leite quente e minha avó me fazendo cafuné. Queria acreditar em todas essas baboseiras de previsão astrológica, cabala, numerologia, cartas de tarot. Queria acreditar em destino e que as pessoas entram na vida umas das outras porque precisa ser assim. Queria parar de pensar tanto. Conseguir viver as coisas sem muitas expectativas.
Esse era o plano.
December 12, 2012
Parceria
Espaço-tempo se confundiram quando você colocou aquela música que falava algo sobre chorar cantando, e me fez refletir sobre o que eu estava fazendo ali, sobre como estou vivendo a minha vida. A urgência que vi nas tuas palavras, o seu esforço em tentar se achar imediatamente despertou a minha urgência, até então adormecida.
Adormecida? Talvez a palavra certa seja anestesiada. A tóxica mania que tenho de me manter ocupada pra desviar a atenção do que importa. O mais estranho de tudo foi o impulso de querer fazer isso — arrumar minha vida, e querer fazê-lo sendo sua parceira. Parceria, sabe? No sentido de companheirismo e com leveza. A leveza que não pretendo mais perder de vista, essa que me faz querer que você viva tranquilo e respire bem na minha ausência e que teu coração só aperte com aquela saudade mansa quando os dias passarem sem que teus dedos envolvam meus cabelos.
Ainda que já tenha visto algumas de suas estranhezas, não me importo. Eu quis cuidar de você. Mesmo sabendo que ninguém cuida de ninguém, no máximo apoia (a tal parceria). O meu silêncio foi uma tentativa bem sucedida de não abrir o peito, o meu medo de te assustar foi maior que o meu vício de ser visceral.
_
Texto do dia 21/11/12.






















